No dia 4 de junho de 2013, o presidente francês, François Hollande, em uma visita oficial ao Japão, desejou pêsames ao povo… chinês… A intérprete teve uma enorme presença de espírito para ver o que acontecia e, em milissegundos, evitou uma situação constrangedora para as relações internacionais entre o Japão e a França.

Neste caso, foi o certo a fazer, mas nem sempre é assim. E se o palestrante tivesse errado de propósito para ver se o público estava prestando atenção? E como um intérprete poderia ousar mudar as palavras de um palestrante, em particular, neste caso, um chefe de estado? Já houve casos, como este, em que o intérprete salvou o dia, mas os ouvintes poderiam até pensar que o erro tinha sido do intérprete.

A colega Lynnea Hansen conta o caso de um evento no qual o moderador errou o nome de quem iria falar em seguida. A intérprete incorporou o erro e o orador seguinte chegou e acusou o erro, fazendo uma ótima brincadeira. Todo mundo riu muito. Se a intérprete tivesse corrigido o moderador, teria dado muito errado…

Em qualquer evento, o intérprete tem que ser bem informado, ágil, culto, inteligente e ter iniciativa e bom senso para as situações mais inusitadas. Quando se trata de um evento internacional como este, com visitas de chefes de estado e repercussão para o comércio e relações públicas internacionais, a responsabilidade do intérprete é ainda maior. Parabéns para esta intérprete que salvou o dia e o erro “só” foi percebido por um jornalista bilíngue…

Para quem fala francês, confira o vídeo de François Hollande: